Caros leitores,

 

Este artigo apresenta como o COVID-19 impactou fortemente as expectativas dos consumidores e das empresas, visto que a atividade econômica estava em atividade crescente após o período sombrio do impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff, conforme se verifica nos gráficos abaixo:

Como se verifica no gráfico acima, o COVID-19 trouxe forte impacto econômico negativo quanto ao desenvolvimento da atividade econômica, o que se confirmou com a deflação de -0,38% em maio/2020, conforme dados obtidos no IBGE.

Diante da fraca atividade econômica dado a incerteza quanto à retomada da atividade econômica as empresas tiveram que tomar medidas imediatas para minimizar o impacto sobre sua atividade, resultando em demissões de seus colaboradores ou a utilização de medidas alternativas concedidas pelo Governo Federal por meio da MP n. 936/2020, reduzindo a jornada de trabalho e salários por até 90 dias, ou ainda suspender os contratos de trabalho por até 60 dias.

Este cenário de incerteza aumentou os níveis de inadimplência dos consumidores (linha vermelha), superando a previsão de queda que se tinha quanto a inadimplência (linha azul de previsão):

Portanto, verifica-se um agravamento da atividade econômica em razão dos efeitos causados pelo coronavírus (COVID-19), visto que foram afetadas as expectativas das empresas e consumidores em razão da recessão econômica, cujo cenário resultou no aumento do endividamento das famílias, além de comprometer a capacidade de subsistência pela dificuldade do consumo de bens essenciais (cesta básica).

 

OBS: este estudo analisou o período de março/2012 à abril/2020, período em que estavam disponíveis todos os dados no site do ipeadata, utilizando como proxy os dados de consumo sobre cesta básica em São Paulo.

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